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Ex-prefeito e fundador da UMC, Padre Manoel Bezerra de Melo completaria 100 anos em 2026

Religioso chegou a Mogi das Cruzes em 1962, marcou trajetória na educação e foi chefe do Executivo entre 1994 e 1997

Por Fábio Pereira
26/01/2026 18h32, Atualizado há 3 meses

Parte de material da UMC sobre Padre Melo | Reprodução

O padre Manoel Bezerra de Melo chegou a Mogi das Cruzes em março de 1962, enviado por sua ordem religiosa para exercer a função na Matriz de Santana. Ele percebeu, logo na chegada, a oportunidade de desenvolver projetos educativos e sociais no município. Com esta visão, fundou, em 28 de maio deste mesmo ano, a Organização Mogiana de Educação e Cultura (OMEC), um “embrião” que, posteriormente, se tornaria a UMC.  

A OMEC começou como uma escola de ensino básico e, em poucos anos, evoluiu para uma instituição superior. Em 1964, a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Mogi das Cruzes inicia suas atividades e, em 1973, conquista o reconhecimento oficial como Universidade de Mogi das Cruzes, a primeira universidade particular do Estado de São Paulo e a segunda do Brasil. 

Em 1971, com autorização da Igreja, deixou o sacerdócio e casou-se com a professora Maria Coeli. Dessa união nasceu Regina Coeli Bezerra de Melo, que, anos depois, tornou-se reitora da UMC.

Embora inicialmente padre, Manoel Bezerra de Melo ampliou sua atuação para a esfera pública. Anos depois, foi eleito deputado federal por São Paulo, cargo que exerceu em diferentes legislaturas e que lhe permitiu defender projetos ligados à educação e ao desenvolvimento regional. 

Nos anos 1990, Padre Melo voltou sua atenção à administração municipal. Em 1993, foi eleito vice-prefeito de Mogi das Cruzes, na chapa do prefeito Francisco Ribeiro Nogueira. 

Com a morte do titular, assumiu a Prefeitura de Mogi das Cruzes em 1994, exercendo o mandato até 1997 e conduzindo obras importantes, como o Ginásio Municipal de Esportes Professor Hugo Ramos e a passagem subterrânea Engenheiro Osvaldo Crespo de Abreu.

O Diário

Padre Melo chegou a assinar uma coluna semanal do jornal no fim dos anos 1960 e início da década de 1970, na qual tratava de temas tais quais Teologia e Educação, além de assuntos de interesse geral. À época, classificou O Diário de Mogi como sendo “a melhor leitura diária”. 

Livro O Diário de Mogi 50 anos | Divulgação
Livro O Diário de Mogi 50 anos | Divulgação

Destacou, ainda, grandes causas defendidas pelo jornal, a exemplo de a construção e a duplicação da rodovia Pedro Eroles, a Mogi-Dutra (SP-098), entre outras “grandes lutas voltadas ao bem comum”.

Memória

Padre Melo é lembrado como um educador visionário, humanista e articulador para acesso à educação.

A UMC segue, até hoje, consolidada como um dos mais importantes centros acadêmicos da região, refletindo sua missão original de transformar vidas e comunidades por meio do conhecimento. 

Morte

Padre Melo morreu em 9 de junho de 2020, aos 94 anos, em Fortaleza (CE), vítima de insuficiência cardíaca. 

A Prefeitura de Mogi das Cruzes decretou luto oficial à época, destacando sua dedicação à educação e ao bem-estar coletivo. 

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