Justiça condena delegado e policiais por formar organização que extorquia traficantes em Mogi das Cruzes e Suzano
Segundo a denúncia, eles usavam do cargo para roubar armas, drogas e dinheiro dos traficantes; grupo poderá recorrer da decisão em liberdade
23/02/2026 13h55, Atualizado há 1 mês
Policiais e delegado foram condenados por formar uma organização criminosa | Reprodução/Gaeco
A Justiça de São Paulo condenou um delegado e cinco policiais civis e militares por integrar uma organização criminosa que extorquia traficantes em Mogi das Cruzes, Suzano e outras cidades da região da Grande São Paulo. A decisão, com mais de 120 páginas, do juiz Rodrigo Lírio Araújo, da 2ª Vara Criminal de Suzano, foi publicada na sexta-feira (20).
Assista conteúdos exclusivos de O Diário no TikTok
Faça parte do canal de O Diário no WhatsApp
Acompanhe O Diário no Instagram e fique por dentro de tudo em tempo real.
Entre os condenados estão o delegado Eduardo Peretti Guimarães, os policiais militares Jorge Luiz Cascarelli e Jocimar Canuto de Paula, e os policiais civis Wilson Isidoro Junior, Ronaldo Batalha de Oliveira e Diego Bandeira Lima. As penas variam de 8 anos e 9 meses a 9 anos de prisão em regime fechado.
Os policiais foram denunciados pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), que afirma que o grupo atuou entre 2021 e 2022 extorquindo e roubando dinheiro, drogas e armas de traficantes com ligação ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Ainda de acordo com o MP, os policiais teriam aproveitado do cargo público para intimidar as vítimas, exigir pagamentos e desviar os materiais apreendidos.
Na sentença, o juiz condenou os agentes pela formação de organização criminosa. Além disso, Jorge Luiz, Jocimar, Ronaldo e Diego também foram condenados à perda de cargo. Entretanto, os policiais foram absolvidos das acusações individuais de roubo, extorsão e tráfico de drogas.
O caso foi julgado em primeira instância e os acusados poderão recorrer da decisão em liberdade.
O que dizem os citados?
A redação do O Diário tentou localizar e entrar em contato com as defesas dos policiais, mas não obteve retorno até o momento da publicação. A reportagem segue aberta para eventuais manifestações dos citados.