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Justiça absolve influenciadora Nayara Macedo, a Any Awuada, de estelionato

Ação foi considerada improcedente por não existirem provas suficientes; influenciadora chegou a ser presa em Mogi das Cruzes no ano passado

Por Fabricio Mello
06/03/2026 11h15, Atualizado há 1 mês

Nayara Macedo, conhecida como Any Awuada nas redes sociais | Reprodução

A Justiça de São Paulo, através 2ª Vara Criminal do Foro Central da Barra Funda, absolveu a influenciadora digital Nayara Macedo, conhecida como Any Awuada, e sua mãe, Ângela Macedo. Elas eram acusadas de estelionato e crimes contra a saúde pública e chegaram a ser presas em Mogi das Cruzes, em maio de 2025.

Segundo a decisão, a ação movida contra as duas foi julgada improcedente por não existirem provas o suficiente para a condenação. Em nota enviada ao O Diário, o escritório Blaustein, Mello & Ramalho Advocacia, que realiza a defesa de Nayara e Ângela, disse que a decisão “encerra a um capítulo doloroso e reafirma a confiança na Justiça” (leia mais abaixo a nota completa).

Nayara já respondia ao processo em liberdade desde junho de 2025. A influenciadora, sua mãe e uma amiga eram acusadas de integrar um esquema de falsificação e venda de cosméticos e perfumes adulterados. Na época, elas foram detidas no Alto do Ipiranga, em Mogi das Cruzes, e foram apreendidos frascos de perfumes, bolsas de grife e um veículo de luxo, um Audi Q3, avaliado em cerca de R$ 150 mil.

Nesta semana, a Justiça publicou a absolvição da influenciadora e de sua mãe e afastaram as acusações de estelionato e crimes contra a saúde pública, relacionadas ao suposto esquema de falsificação.

Nota da Defesa

“A defesa de Nayara Macedo das Virgens e Ângela de Macedo, por meio de seus advogados constituídos, vem a público comunicar as Decisões proferidas pela 2ª Vara Criminal do Foro Central da Barra Funda (Tribunal de Justiça de São Paulo), que hoje julgou completamente improcedente a ação penal movida contra elas e declarando absolvição de ambas no que tange todas as imputações (estelionato e crime contra a saúde pública).

Anteriormente, após o recebimento da resposta à acusação, o mesmo juízo já havia, sumariamente, absolvido Nayara e Ângela das imputações de crimes contra a saúde pública. Hoje foram absolvidas das condutas referente a eventual prática de estelionato.

Importante esclarecer ainda, que o Ministério Público do Estado de São Paulo foi favorável a absolvição.

Nayara e Ângela enfrentaram, durante todo o trâmite processual, um julgamento público precipitado e injusto, baseado em denúncias insuficientes para uma condenação criminal.

Esta decisão encerra um capítulo doloroso e reafirma a confiança na Justiça. As clientes agora buscam retomar suas vidas com a dignidade restabelecida, livres das acusações que pesavam sobre seus ombros.

  • Sabrina Blaustein e Victoria Ramalho”

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