Secretaria de Saúde de SP investiga novo caso suspeito de ebola na capital
Caso foi notificado nesta quarta-feira (10); brasileira de 31 anos relatou viagem a trabalho à República Democrática do Congo
10/06/2026 16h30, Atualizado há 2 horas
Análises são conduzidas pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL) | Foto: Divulgação/Governo de SP
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo investiga um novo caso suspeito de doença pelo vírus Ebola, notificado nesta quarta-feira (10), na capital paulista.
A paciente, uma brasileira de 31 anos, foi transferida de um hospital particular da capital para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas (IIER), referência para casos suspeitos ou confirmados da doença.
Ela relatou viagem a trabalho à província de Kivu do Norte, no leste da República Democrática do Congo (RDC), desembarcou no Brasil em 6 de junho e apresentou sintomas como diarreia e febre a partir de 9 de junho. A entrada no serviço particular ocorreu também no dia 9 e a transferência foi realizada no início da madrugada desta quarta-feira (10).
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A investigação, por meio da Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) e do Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac” (CVE-SP), foi iniciada porque a paciente preencheu os critérios de definição de caso suspeito, considerando o histórico de viagem a país com áreas de transmissão da doença e os sintomas apresentados.
Segundo divulgado pelo governo estadual, a paciente está estável e permanece em leito de isolamento no IIER, seguindo os protocolos de biossegurança previstos para esse tipo de situação. Ela apresentou resultado negativo no teste rápido para malária. Até o momento, não há confirmação laboratorial da doença pelo vírus Ebola. As análises são conduzidas pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL).
Outro caso
No dia 1º de junho, o Estado de São Paulo descartou o primeiro caso suspeito de Ebola registrado neste ano, em um homem de 37 anos, procedente da República Democrática do Congo. O paciente segue internado no IIER, com evolução favorável do quadro de saúde. As análises realizadas pelo IAL detectaram Neisseria meningitidis, bactéria causadora da meningite meningocócica.
Nos dois casos, o atendimento aos pacientes foi articulado pela Secretaria de Estado da Saúde e pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), responsável pela notificação das suspeitas ao Ministério da Saúde.