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Infarto: 5 sinais de alerta que podem surgir dias antes

Embora a dor no peito seja o sintoma mais conhecido do infarto, ela nem sempre é a primeira manifestação do problema. Em muitos casos, especialmente entre mulheres, idosos e pessoas com diabetes, o organismo pode emitir sinais menos evidentes horas ou até alguns dias antes da emergência cardíaca. Por se assemelharem a situações comuns do […]

Por Edicase Conteúdo
16/07/2026 15h02, Atualizado há 2 horas

Embora a dor no peito seja o sintoma mais conhecido do infarto, ela nem sempre é a primeira manifestação do problema. Em muitos casos, especialmente entre mulheres, idosos e pessoas com diabetes, o organismo pode emitir sinais menos evidentes horas ou até alguns dias antes da emergência cardíaca. Por se assemelharem a situações comuns do dia a dia, como estresse, problemas digestivos ou cansaço, esses sintomas costumam ser ignorados, atrasando a procura por atendimento médico.

De acordo com o cardiologista Dr. Roberto Yano, conhecer esses sinais pode acelerar o diagnóstico e aumentar as chances de um tratamento bem-sucedido. “O infarto nem sempre começa de forma dramática. O organismo frequentemente apresenta sinais de que o coração está sofrendo antes da obstrução completa da artéria. Quanto mais cedo a pessoa identificar esses sintomas e procurar atendimento, maiores são as possibilidades de reduzir danos ao músculo cardíaco”, afirma.

A seguir, confira 5 sinais de alerta que podem surgir dias antes de um infarto.

1. Cansaço sem explicação

Sentir um cansaço intenso mesmo após atividades leves ou sem motivo aparente pode ser um dos primeiros sinais de alerta. “Quando o coração começa a ter dificuldade para bombear sangue de forma eficiente, o organismo precisa fazer mais esforço para realizar tarefas simples, gerando uma sensação incomum de fadiga”, destaca o Dr. Roberto Yano.

2. Indigestão ou desconforto no estômago

Nem toda dor relacionada ao infarto acontece no peito. Algumas pessoas relatam sensação de queimação, má digestão, pressão na região do estômago ou desconforto semelhante ao refluxo. Por isso, sintomas digestivos persistentes, principalmente quando acompanhados de outros sinais, merecem atenção.

3. Dor que muda de lugar

Outro sinal importante é uma dor que não permanece apenas no peito. Ela pode irradiar para ombros, costas, mandíbula, pescoço ou braços, especialmente o esquerdo. Em algumas situações, a dor alterna entre essas regiões, dificultando sua identificação como um problema cardíaco.

Mulher jovem sentada em um sofá com os olhos fechados e as mãos pressionadas contra o peito, expressando dor, ansiedade ou mal-estar.
Em alguns casos, ansiedade intensa, medo ou a sensação de que algo muito ruim está prestes a acontecer podem ser sinais que antecedem o infarto (Imagem: PerfectWave | Shutterstock)

4. Ansiedade intensa ou sensação de que algo está errado

Algumas pessoas descrevem um forte sentimento de inquietação, medo ou uma sensação difícil de explicar de que algo muito ruim está prestes a acontecer.

“Apesar de a ansiedade ter diversas causas, quando surge de forma súbita, acompanhada de outros sintomas físicos, ela também pode estar relacionada ao sofrimento cardíaco. O coração e o cérebro estão intimamente conectados. Alterações cardiovasculares podem provocar respostas importantes do sistema nervoso, fazendo com que algumas pessoas experimentem uma ansiedade intensa pouco antes do infarto”, alerta o Dr. Roberto Yano.

5. Falta de ar

Dificuldade para respirar durante atividades habituais ou até mesmo em repouso é outro sintoma que merece atenção. Isso acontece porque o coração passa a bombear sangue com menos eficiência, comprometendo a oxigenação adequada do organismo.

Procure atendimento médico ao notar os sintomas

Apesar de a dor intensa no peito continuar sendo um dos sinais mais conhecidos do infarto, ela não está presente em todos os casos. A combinação de sintomas aparentemente inespecíficos pode indicar que o coração já está em sofrimento.

“O maior erro é esperar que apareça apenas a dor clássica. Sempre que houver sintomas persistentes ou associados, especialmente em pessoas com fatores de risco, como hipertensão, diabetes, colesterol elevado, tabagismo ou histórico familiar, o ideal é procurar atendimento imediatamente. No infarto, cada minuto faz diferença”, conclui o Dr. Roberto Yano.

Por Angela Rocha

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