Estado mantém a ideia de pedágio na Mogi-Dutra
O governo estadual paulista ainda não descartou de vez a ideia de instalar um pedágio na altura do quilômetro 45 da ligação rodoviária Mogi das Cruzes-Via Dutra (SP-088), proposta que a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), vem defendendo como atrativo financeiro para a concessão de um lote de rodovias, a maioria […]
21/04/2021 17h10, Atualizado há 64 meses
O governo estadual paulista ainda não descartou de vez a ideia de instalar um pedágio na altura do quilômetro 45 da ligação rodoviária Mogi das Cruzes-Via Dutra (SP-088), proposta que a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), vem defendendo como atrativo financeiro para a concessão de um lote de rodovias, a maioria delas localizada entre o Litoral Norte e Sul de São Paulo.
Questionado sobre o assunto por O Diário, durante a inauguração do Hospital de Campanha de Itaquaquecetuba, o secretário Marco Vinholi, de Desenvolvimento, admitiu o atraso na divulgação do edital de concessão que irá oficializar a presença do pedágio no território de Mogi das Cruzes, mas apesar dos problemas provocados à sua normal tramitação pela pandemia no novo coronavírus, ele garantiu que o assunto segue “em estudos” pela Artesp e por setores do próprio governo.
“O governo não descartou a ideia”, disse ele, que prevê a publicação do edital de concessão até o final deste semestre. Essa é a primeira vez que o novo prazo é apresentado.
Até então, a Artesp vinha divulgando que o edital seria publicado em dezembro de 2020. De lá para cá, a agência não falou mais do assunto, mesmo quando questionada.
Perguntando se ele achava que o pedágio realmente viria para as proximidades de Mogi – cujos representantes políticos têm deixado claro para o governo que não vão aceitar tal investimento “obra” do Estado –, Marco Vinholi preferiu deixar a questão sem resposta.
Reação
Enquanto o governo estadual e a Artesp continuam tramando a implantação do pedágio na Mogi-Dutra, os políticos e integrantes do “Movimento Pedágio, Não!” se mostram cada dia mais preocupados e dispostos a enfrentar a questão até o fim para impedir que se concretize o plano que é considerado “verdadeiro desastre” para a cidade sua economia.
Por conta do agravamento da pandemia, o “Pedágio, Não!” suspendeu temporariamente os seus protestos que colocavam o governador João Doria (PSDB) na mira, como principal responsável pela ideia e por sua execução. Mas, está enganado quem pensa que o grupo apolitico mogiano (sem ligação com partidos) desistiu de acompanhar os novos desdobramentos sobre o tema, que ainda é estudado pelos membros.
Recentemente, em entrevista a este jornal, o prefeito Caio Cunha (PODE) disse que não autorizou o início de algumas obras que a Artesp queria realizar em rodovias e na Avenida Perimetral da cidade, pois isso poderia caracterizar anuência da cidade ao projeto que inclui o pedágio na Mogi-Dutra.
O deputado Marco Bertaiolli (PSD) continua batendo na tecla de que o pedágio não será, “de forma alguma” instalado em Mogi. Possivelmente, novos desdobramentos serão divulgados nos próximos meses.