Embu cumpre norma de segurança no transporte
Em 2010, a mineradora deu um passo definitivo rumo à autorregulação
25/03/2023 08h10, Atualizado há 25 meses
Normas de segurança | Reprodução - Freepik
Quando uma norma técnica é criada, são considerados estudos que constataram e validaram o porquê de sua criação. É na defesa dessa premissa que a Embu S.A, uma das mais eficientes e principais produtoras de brita e areia de brita do Brasil, foi a primeira empresa a ter a certificação da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), no que diz respeito aos procedimentos de carregamento e cumprimento da carga de balança, o chamado Limite Legal de Peso.
A responsabilidade sobre a quantidade de carga embarcada nos caminhões já era uma realidade da Embu desde o seu nascimento, há mais de cinco décadas. Mas em 2010, a mineradora deu um passo definitivo rumo à autorregulação, quando o Sindicato da Indústria de Mineração de Pedra Britada do Estado de São Paulo (Sindipedras) lançava o Movimento Responsabilidade de Peso (MRP).
“No passado, a maior parte dos produtores considerava mais a capacidade técnica de tração do caminhão na configuração da carga, o que resultava em excedentes sobre o limite legal de peso, estabelecido para cada caminhão-tipo. A partir do lançamento do MRP e certificação da ABNT, as expedições vinculam as emissões de notas fiscais à constatação de estar a carga dentro dos limites legais de peso. Essedisciplinamento, além de atender a legislação pertinente, proporciona inúmeros outros ganhos, da confiabilidade na quantidade entregue ao cliente à maior segurança ao tráfego”, pontua Florisvaldo Guimarães, diretor-comercial da Embu.
Além dessa garantia ao cliente, o MRP – que é sinônimo de responsabilidade socioambiental -, o setor produtivo, ao observar os requisitos do limite legal de peso, vem contribuir para que se tenha um transporte de suas cargas com maior segurança, minimizando riscos e preservando o patrimônio público ao evitar o desgaste precoce dos pavimentos das rodovias.
Ademais, não se pode deixar de considerar que também resultará em menor consumo de combustível, maior disponibilidade dos caminhões e menores gastos com manutenção.
“Algumas empresas admitem uma tolerância de até 5% acima do Peso Bruto Total (PBT), em uma interpretação errônea da Lei. Quando um caminhão é carregado e ultrapassa o limite do PBT ele esta com excesso de carga e, portanto, esta infringindo a lei. A norma Contran que regula o transporte de carga é clara ao estabelecer que “no carregamento dos veículos, a tolerância máxima prevista não pode ser incorporada aos limites de peso previstos em regulamentação do Contran”, afirma.
“Por isso, não é permitida nenhuma tolerância de excesso de carga nos nossos processos. Todos os caminhões saem respeitando o PBT referente a cada um dos modelos”, enfatiza Guimarães.
Outro fator importante nesta cadeia de conscientização entre produtor e comprador é o caminhoneiro, o primeiro e maior prejudicado por descumprir a lei. Isso porque corre todos os riscos perante a lei, expõe seu veículo a desgastes prematuros e a elevados custos de manutenção e ainda corre o risco de perda de seguro em caso de acidente.
A regulação do Peso Bruto Total existe desde 1985, com diretrizes para autuação. Hoje, a fiscalização é realizada basicamente pelas polícias em postos de pesagem nas rodovias federais e estaduais, enquanto os municípios não fazem esse tipo de controle.
“Os órgãos públicos, municipais, estaduais e federais, deveriam exigir o cumprimento desta lei, quando adquirem produtos diretamente ou quando os produtos são comprados por terceiros para prestarem serviços a esse mesmo órgão. Exemplo: a execução de uma obra contratada por um órgão público deveria constar em seu edital que todo produto necessário para a execução desta obra, só poderia ser recebido se estivesse cumprindo a lei da balança”, destaca.
Guimarães cita um exemplo próximo que deve ter resultados positivos na região. A Prefeitura de Mogi das Cruzes deve implantar uma balança, com o objetivo de fiscalizar se os seus fornecedores respeitam a lei, além de se certificar que está recebendo exatamente o que é comprado. A informação é confirmada pela Secretaria de Infraestrutura Urbana. Atualmente, a administração está em processo de aquisição de duas balanças rodoviárias. O investimento é de R$ 718 mil e a previsão é de finalizar a instalação na segunda quinzena de maio.
Depois dessa fase, os insumos serão pesados de acordos com as normas vigentes. “Com este controle, a Prefeitura esta ajudando a diminuir riscos de acidentes e economizando os impostos dos contribuintes, evitando gastos com reparos prematuros nas vias publicas”, pontua Guimarães.
O Movimento Responsabilidade de Peso é uma iniciativa autorregulatória do setor de agregados, tem caráter permanente e o Sindipedras desenvolve inúmeras iniciativas para que atinja os objetivos de sua criação. Os interessados em fazer a regularização da empresa podem procurar a entidade para obter informações, entrando em contato pelo telefone 91135-1813, pelos endereços de e-mail [email protected] ou [email protected]. Na homepage da entidade (www.sindipedras.org.br) é possível acessar informações sobre o MRP, além de folders, adesivos, placa e outros informativos da campanha.
Destaques da Embu
– 50 anos no mercado
de agregados
– Pedreiras com localização estratégica
– Frota própria de caminhões
– Equipe de fiscais treinados
– 5 minas em operação
– Mais de 30 dias de britas disponíveis
– Peso controlado
– Instituto Embu de Sustentabilidade
Fonte: Embu