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Sheila retruca ao ser questionada sobre sua rejeição no PL de Mogi das Cruzes

Segundo a candidata, ela foi orientada a não se filiar ao partido por “ser patriota e honesta” e garante que Bolsonaro a apoiaria em uma disputa contra Mara

Por Fabricio Mello
03/09/2024 18h46, Atualizado há 24 meses

"Pergunta para o Valdemar", retrucou Sheila ao ser questionada sobre o porquê de ter conseguido se filiar ao PL | Fabrício Mello/O Diário de Mogi

Durante o programa O Diário Entrevista, realizado na última sexta-feira (30), a candidata Sheila Mantovanni (PMN) demonstrou irritação ao falar sobre a sua relação com o PL. Ela diz ter tentado conversar com o partido, mas recebeu respostas negativas à sua aproximação. Após a rejeição, a candidata teria recebido o convite da sua atual legenda – o PMN.

A entrevista ao O Diário faz parte de uma série de sabatinas com os candidatos à Prefeitura de Mogi das Cruzes. O Diário Entrevista, comandado pelo jornalista Saulo Tiossi, vai ao ar toda sexta-feira, às 10h, e conta com transmissão ao vivo pelo YouTube e pelas demais redes sociais do O Diário.

Durante o programa, Sheila foi questionada sobre a sua decisão de se filiar ao PMN e não ao PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. Afinal, ela chegou a ser presa no dia 8 de janeiro ao participar dos atos antidemocráticos contra a derrota do ex-presidente nas urnas. Segundo ela, o partido não respondeu às suas tentativas de aproximação.

“Tentei várias vezes conversar com o PL aqui em Mogi das Cruzes e eu sempre recebi negativa. Rolou até um ‘burburinho’ de que, como eu era patriota e era honesta, era melhor não me filiar ao partido. Isso me decepcionou bastante”

“Mas se o Valdemar Costa Neto teve esse casamento, como ele mesmo chamava, com o próprio Bolsonaro, porque ele não quis uma candidata com esse perfil”, questionou Tiossi.

“Eu acho bom você chamar o Valdemar e perguntar, porque eu não consegui essa resposta ainda”, disparou.

Assista ao trecho completo da entrevista

PL e os patriotas

Outro ponto levantado por Sheila sobre a sua relação com o PL foi a falta de mobilização dos liberais mogianos após o ato golpista de 8/1. A candidata se disse decepcionada com os parlamentares da cidade e que eles não se preocupam com a ideologia do partido.

“Foram 10 patriotas [de Mogi] presos lá em Brasília, entre os dias 8 e 9. Nunca ninguém do PL [de Mogi] se dispôs a sequer perguntar como estavam esses patriotas. Eu sei que políticos do PL de outros estados e de outras cidades se mobilizaram, levaram advogados, perguntaram como que a gente estava, tentaram auxiliar as famílias, mas aqui em Mogi, nunca houve nenhuma movimentação.”

Mara, Bolsonaro e Valdemar

Sheila também comentou sobre três figuras importantes para o PL – Mara, que é a candidata liberal em Mogi, Bolsonaro e Valdemar – e como vê a relação entre elas. Para ela, não há uma aproximação do ex-presidente com o cacique do PL, mas, sim, compromissos sendo honrados.

“Eu não vejo essa aproximação do Valdemar com o Bolsonaro. Eu vejo, ali, um compromisso político do Bolsonaro com o partido. Obviamente, o Valdemar é o presidente do partido, então o Bolsonaro, como um político fiel e leal a sua palavra, continua do lado do PL e fazendo o que ele se comprometeu. Mas o PL não está fazendo isso em relação ao Bolsonaro”, analisou.

A candidata do PMN aproveitou, ainda, a discussão sobre o PL para criticar a escolha do partido para a chapa majoritária. Na entrevista, Sheila disse que “dentro do PL, a Mara nunca foi a primeira da fila” e que a escolha de Valdemar se deu por conta do sobrenome da candidata – que é casada com um ex-prefeito de Mogi das Cruzes.

“O Valdemar, querendo se aproveitar do sobrenome dela, acabou colocando ela para tentar capitalizar o partido. Eu não sei se isso vai ser uma boa para o PL aqui em Mogi – eu acho que eles tinham nomes melhores para indicar.”

Sheila ainda disse que não acredita que Mara vá receber o apoio de Bolsonaro, que é o principal cabo eleitoral do PL, uma vez que ela – que participou do 8/1 – também está na disputa.

“Nessa ânsia de dominar o Alto Tietê, ele [o Valdemar] vai acabar se atropelando. Eu não acho que o Bolsonaro vai vir para Mogi e apoiar a Mara contra uma patriota do dia 8.”

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