Ex-presidente Jair Bolsonaro é condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pelo STF
Bolsonaro foi condenado em razão dos atos golpistas entre o fim de 2022 e o início de 2023. A votação condenou também mais sete réus
11/09/2025 19h40, Atualizado há 7 meses
Bolsonaro foi condenado pelo STF | Tânia Rêgo/Agência Brasil
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (11) condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e 3 meses de prisão. Por 4 votos a 1, a Turma entendeu que Bolsonaro é culpado em todos os cinco crimes atribuídos a ele pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
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As condenações ficaram distribuídas da seguinte forma:
- Organização criminosa: 7 anos e 7 meses
- Abolição violenta do Estado Democrático de Direito: 6 anos e 6 meses
- Golpe de Estado: 8 anos e 2 meses
- Dano qualificado: 2 anos e 6 meses
- Deterioração de patrimônio tombado: 2 anos e 6 meses
Bolsonaro foi condenado em razão dos atos golpistas que aconteceram entre o fim de 2022 e o início de 2023. A votação condenou também mais sete réus que foram julgados com Bolsonaro, sendo Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal; Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional; Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência e delator da trama golpista; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa e Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil.
Quem são os oito condenados
- Jair Bolsonaro – ex-presidente da República;
- Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
- Almir Garnier – ex-comandante da Marinha;
- Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal;
- Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
- Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa;
- Walter Braga Netto – ex-ministro de Bolsonaro e candidato a vice na chapa de 2022;
- Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
A Primeira Turma do STF decidiu conceder liberdade a Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, que figura entre os condenados no processo da chamada trama golpista. Cid recebeu pena de dois anos de prisão, mas cumprirá em regime aberto, conforme proposta apresentada pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, na etapa de dosimetria das penas. Segundo Moraes, a delação premiada firmada por Cid teve contribuição relevante para as investigações e, por isso, deveria ser considerada no cálculo da pena. A indicação foi acatada pelos demais ministros da Turma.