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A tributação dos super-ricos

Sim, milionários pagam proporcionalmente menos imposto de renda, segundo estudos do Sindifisco

Por Josué Suzuki
27/07/2024 11h01, Atualizado há 25 meses

Dinheiro | Pixabay

“Os super-ricos e sua tributação – renda x riqueza”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na reunião da “Força-Tarefa para a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza” no Rio de Janeiro, dentro da atuação do Governo na presidência do G-20 e com olhar na agenda da ONU para justiça social e o combate à restrição alimentar, defendeu esta semana a taxação dos super-ricos, numa ação entre as nações para obter recursos para financiamento do combate à fome e à pobreza no mundo.

Encontra eco tal discussão quando comparações são feitas, ainda que de uma maneira simplista, por exemplo, com os gastos na campanha presidencial americana, onde o candidado Donald Trump do partido Republicano arrecadou US$ 400 milhões de dólares, até o momento, para disputar a Casa Branca. Grana alta doada por milionários para a eleição.

A fala de Lula é inspirada no economista francês Gabriel Zucman, professor da Universidade da Califórnia em Berkeley, Estados Unidos, que desenvolveu estudos que apontam que “um imposto global de 2% sobre a fortuna de bilionários poderia arrecadar US$ 250 bilhões ao ano tributando menos de 3 mil pessoas em todo o mundo”.

Algo deste tipo depende de um grande esforço das nações e definição de critérios que façam distinção entre renda e riqueza. Sim, milionários pagam proporcionalmente menos imposto de renda, segundo estudos do Sindifisco (entidade representativa dos auditores fiscais da Receita Federal).

Isso se deve ao fato do trabalhador comum ter a retenção do imposto direto sobre os salários e os milionários contarem com uma engenharia empresarial com distribuição de lucros e dividendos que não incidem imposto de renda, mas produziram suas riquezas. 

Não se pode esquecer, de qualquer modo, que as empresas nas suas atividades já foram amplamente tributadas e seus funcionários também.  Evidente que há uma desigualdade social muito grande a ser tratada e que as escolhas políticas de um país podem dar espaço para a fome, mas, não se pode esquecer, voltando à referência ao Presidente Lula, que deve caminhar com sua ideia de tributação, as escolhas políticas que façam o Governo gastar menos e dar ao povo maior prioridade dos que os apaniguados políticos.

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