O novo Papa e o mundo
O Papa não conta com exército para isso, sua postura, sua mensagem e posicionamento da Igreja Católica é que lhe servirão de tapete
11/05/2025 17h24, Atualizado há 11 meses
Vaticano | Pixabay

“Leão XIV vem para manter a mensagem de paz”
Robert Francis Prevost foi eleito Papa da Igreja Católica essa semana, em um conclave que chamou a atenção do mundo inteiro. Leão XIV é o nome como será chamado a partir de então no comando da Igreja.
Paz foi a palavra de ordem inicial no discurso no Pontífice que tem a responsabilidade de indicar os rumos do catolicismo, obviamente sendo comparado, nos primeiros momentos, ao Papa Francisco, seu antecessor.
Os olhos do mundo estiveram voltados ao Vaticano porque trata-se de um líder religioso importante, o qual estará em contato com líderes políticos mundiais e imprimirá o conceito de caridade e humanidade próprios de sua Igreja.
Outros líderes religiosos o mundo tem, mas o Vaticano projeta uma dimensão significativa à religião. Apenas isso não é suficiente para vencer os desafios postos a um líder de tal dimensão, afinal, guerras e conflitos chacoalham o mundo.
A instabilidade do atual momento com guerra no Oriente médio e também entre Rússia e Ucrânia, entre outras, mostram a dificuldade em levar a palavra de Deus quando a disputa pelo poder e territórios é grandiosa em vários cantos.
O Papa não conta com exército para isso, sua postura, sua mensagem e posicionamento da Igreja Católica é que lhe servirão de tapete quando das interações com Chefes de Estado.
Se o mundo representa um desafio, no sentido da evangelização e transmissão da palavra de Deus, o interior da Igreja Católica igualmente atrai atenções, em relação aos dogmas, aos postulados conservadores e principalmente manutenção do número de fiéis.
Cheia de simbolismo, a escolha de Leão XIV coloca um ponto final na vacância do cargo maior da Igreja Católica, mas impõe ao novo Papa uma responsabilidade imensa.