Bailarino de Mogi das Cruzes chega à ‘Copa do Mundo’ do Ballet
Disputado na Suiça, o Prix de Lausanne reúne os melhores bailarinos do mundo em busca de bolsas de estudos
06/02/2026 17h03, Atualizado há 3 meses
Pedro ao lado da professora Marina Ricci | Arquivo Pessoal
O jovem mogiano Pedro Henrique Napoleão, de 16 anos, está participando do Festival Prix de Lausanne, conhecido como a “Copa do Mundo” do ballet, disputado na Suíça. O evento reúne bailarinos de todo o mundo, que buscam bolsas de estudo e contratos profissionais com companhias renomadas que praticam a modalidade no exterior.
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Ao lado da professora Marina Ricci, o mogiano se prepara há mais de três anos para a competição. Segundo a docente, a preparação consiste em fortalecimento muscular e aulas particulares.
“Esperávamos que ele alcançasse maturidade e, também, uma idade adequada para que, quando viesse, não acabasse desistindo pelo fato de ser uma experiência difícil”, conta.
No Brasil, a rotina do jovem é extensa. “Ele faz aulas de ballet clássico todos os dias e, se necessário, aos sábados”, complementa Marina. O jovem ensaia, ainda, duas vezes a dança contemporânea na semana, além dos solos – apresentação individual – e das variações clássicas.
Ainda no Brasil, também contou com ajuda de professores e participações em festivais menores como aliados na preparação mental. Dentro do estúdio, o aluno demonstra muita inteligência e disciplina.
”A responsabilidade dele aumentou muito no processo todo. Para mim, ele é um aluno exemplar, sei que é raro com todo o talento físico, ter essa inteligência, ele é completo”, diz Marina.
Prix de Lausanne
O Prix de Lausanne é o festival de dança mais importante para bailarinos de todo o mundo. Os participantes passam por uma rigorosa prova seletiva em vídeo na primeira fase e, dentro da competição, são avaliados em aulas técnicas, apresentações individuais no palco e coachs com personalidades importantes na dança.
Segundo a professora, os dias são puxados, começando pela manhã e encerrando no final da tarde. Durante a rotina extensa dos competidores, eles mantém contato com personalidades influentes do meio, que também assistem às aulas e observam possíveis contratações.
“Estar aqui ainda é uma porta de oportunidades. Precisamos saber, até o final da competição, como vai ser?”. Marina se refere às possibilidades de profissionalização, escolha de bolsa e atuação no exterior. “É uma das metas até o final do concurso”, finalizou a professora.
O festival ocorre entre os dias 1º e 8 de fevereiro. A live da final da competição será transmitida por meio do site oficial Prix de Lausanne.
Laura é estagiária e escreveu esta matéria sob a supervisão da Edição de O Diário.