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Espetáculo e oficina de dança estão na agenda do Galpão Arthur Netto

Em uma parceria com a companhia Marcos Abranches, o Galpão Arthur Netto realiza, nesta semana, duas atividades de dança, virtuais e gratuitas. Na quarta-feira, dia 28, será possível apreciar o espetáculo ‘Canto dos Malditos’. Já na quinta-feira, dia 29, estará aberta a oficina ‘Dança para Todos os Corpos’. Ambos os projetos podem ser reservados em http://www.sympla.com.br/marcosabranchesecia. […]

Por O Diário
26/10/2020 17h05, Atualizado há 71 meses

Em uma parceria com a companhia Marcos Abranches, o Galpão Arthur Netto realiza, nesta semana, duas atividades de dança, virtuais e gratuitas.

Na quarta-feira, dia 28, será possível apreciar o espetáculo ‘Canto dos Malditos’. Já na quinta-feira, dia 29, estará aberta a oficina ‘Dança para Todos os Corpos’.

Ambos os projetos podem ser reservados em http://www.sympla.com.br/marcosabranchesecia. Já as sessões serão a partir das 16 horas, via aplicativo Zoom, sempre com o apoio do Governo do Estado por meio do Programa de Ação Cultural (ProAC).

A participação do Galpão é “simbólica”, como conta o gestor do espaço fechado em 2019, Manoel Mesquita Júnior. “Fechamos as portas no ano passado, mas continua a possibilidade de desenvolver atividades. É como se estivéssemos sediando os eventos, mas de maneira virtual”, resume ele.

O contato com essas ações em específico veio do relacionamento com Solange Borelli, produtora que já trabalhou em conjunto com o Teatro Contadores de Mentira e vem “batalhando pela dança” em todo o Estado.

A parceria não deve parar por aí. “Outras cosias vão acontecer, além do que já tem sido realizado no galpão, como lives, debates e experimentos teatrais”. 

Segundo Manoel, mesmo à distância tem sido possível manter os três pilares do grupo: formação de artistas, circulação de espetáculos e a mais recente em ambiente online, residência artística.

Espetáculo
Em ‘O Canto dos Malditos’, a dança é contemporânea e “exacerba no corpo a solidão, o fracasso, a tristeza e a desesperança frente às atrocidades da vida”. 
Abranches traz para a cena, como um desabafo, seus conflitos e questões “sobre o homem e a sua inconsistência, sobre a precariedade das relações que nunca se completam, sobre o amor e o abandono, o canto de todos os malditos”. 
Poética, a conclusão é que “a desestética do movimento é sentida pelo abandono e pela rejeição, entendendo que o alívio está no amparo do amor”.

Oficina
Em duas horas, Abranches trabalha “práticas de consciência corporal, exploração do movimento, respiração e concentração,” entre outras questões da técnica da dança contemporânea, sempre considerando o público a que se dirige.

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