Mogi Basquete defende parceria com iniciativa privada para ginásio Hugo Ramos, mas prefeitura descarta
Apesar da ideia lançada pelo time, Prefeitura de Mogi das Cruzes descarta qualquer caminho nesse sentido e diz que ginásio é um patrimônio da cidade
22/12/2025 16h21, Atualizado há 15 dias
Diretoria do Mogi Basquete durante coletiva de imprensa | Fabio Pereira/O Diário
A diretoria do Mogi Basquete confirmou, em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (22/12), que avalia a possibilidade de pedir para participar de um possível processo para conseguir assumir a gestão do Ginásio Municipal Hugo Ramos, o Hugão. Isso seria possível por meio de uma parceria público-privada (PPP). A Prefeitura de Mogi das Cruzes informou, porém, que não existe nenhuma intenção nesse sentido.
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O clube informou que realizou conversas preliminares com representantes da administração municipal. No entanto, a prefeitura nega qualquer tratativa nesse sentido. “Não há, por parte desta administração, qualquer interesse ou iniciativa para a realização de uma Parceria Público-Privada (PPP) destinada à administração do Ginásio Municipal Professor Hugo Ramos”, informa a atual gestão, em nota enviada ao O Diário.
Segundo o Mogi Basquete, a ideia é apresentar uma proposta e seguir o caminho normal de uma concessão. “Sabemos que tudo que é público precisa passar por licitação, e qualquer empresa pode participar. Outra empresa pode ganhar, e está tudo bem. Nosso interesse é exclusivamente modernizar o ginásio e contribuir com a cidade”, afirmou o comediante Victor Sarro, um dos dirigentes da equipe mogiana.
A diretoria avalia que a atual estrutura do Hugão necessita de melhorias. Entre as possíveis contrapartidas da parceria estariam investimentos na revitalização do espaço, com foco em infraestrutura e experiência do público. O clube destacou que a proposta busca atender às demandas da prefeitura e da população, sem exclusividade.
“A gente entende que é de interesse público ter um ginásio mais moderno, com melhores condições para atletas, torcedores e eventos. Nosso papel é apresentar uma ideia, desenvolver um projeto e colocá-lo à disposição de todos, de forma transparente”, reforçou a diretoria.
O clube também destacou que mantém diálogo aberto com a Prefeitura de Mogi das Cruzes e afirmou estar à disposição para colaborar com ações esportivas, eventos e projetos sociais no município. Uma eventual concessão dependeria da análise técnica do poder público e da realização do processo licitatório, sem prazos definidos até o momento.
A Prefeitura de Mogi das Cruzes, além de negar qualquer tratativa com o Mogi Basquete para uma possível parceria do Hugão, destaca que o Ginásio Municipal Professor Hugo Ramos é um patrimônio público da cidade, pertencente a todos os esportistas mogianos. A administração garante que a gestão do ginásio permanece e permanecerá sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer.
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Durante a coletiva, o coordenador técnico do Mogi Basquete, Jorge Guerra, o Guerrinha, confirmou a renovação do contrato do técnico Fernando Penna por mais dois anos.
“A gente que, na área esportiva [para o sucesso de um projeto], existe um ciclo olímpico de quatro anos. Dentro desta ideia, temos a notícia de que ele [Fernando Penna] vai continuar. Ele vem de duas temporadas conosco, disputou esta, que é a terceira, e agora mais duas. A gente sabe que isso [a manutenção do treinador] é difícil no esporte”, destacou Guerra.
Outro anúncio de peso da coletiva foi a contratação do ala Charles Hinkle, de 37 anos, natural da Califórnia (EUA) e com 1m96 de altura. O jogador chega para reforçar o elenco do Mogi Basquete após passagem pelo Sesi Franca Basquete, onde atuou nas temporadas 2023/24 e 2024/25.
Antes de acertar com o Mogi, Hinkle defendia o Olimpia Kings, do Paraguai, equipe pela qual conquistou recentemente o título da Liga Nacional de Baloncesto.
