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Bertaiolli nega candidatura a prefeito e mostra quem terá chances de concorrer pelo seu grupo

O candidato a prefeito de Mogi das Cruzes a ser lançado pelo grupo político do deputado federal do PSD, Marco Bertaiolli, e pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, só deverá ser conhecido no mês de março do próximo ano, a exatos sete meses das próximas eleições municipais. Até lá, os virtuais candidatos terão […]

22 de abril de 2023

Reportagem de: O Diário

O candidato a prefeito de Mogi das Cruzes a ser lançado pelo grupo político do deputado federal do PSD, Marco Bertaiolli, e pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, só deverá ser conhecido no mês de março do próximo ano, a exatos sete meses das próximas eleições municipais. Até lá, os virtuais candidatos terão tempo suficiente para colocar os respectivos nomes em evidência, já que uma pesquisa de opinião, a ser feita entre os eleitores, no começo do ano, será o principal instrumento utilizado para escolher quem irá concorrer à Prefeitura.

A estratégia para escolha do candidato foi anunciada pelo deputado Bertaiolli, em entrevista exclusiva para a série “Fala, deputado!”, de O Diário. Segundo ele, após conversas com o deputado Marcos Damasio (PL) e Valdemar Costa Neto, ficou estabelecido que somente no início de 2024 o grupo irá e reunir para tomar “a melhor decisão em favor de Mogi”.

Até março, já deverá ter sido feita a pesquisa para que os líderes do grupo possam entender melhor o que a população mogiana deseja de seu futuro prefeito e quais as chances reais de cada um dos seus possíveis candidatos.

Bertaiolli não considera esse prazo avançado demais, até porque, segundo ele, haverá tempo para que todos aqueles interessados em disputar a vaga de candidato, “ponham o pé na estrada” e trabalhem diretamente junto ao eleitorado, até que a pesquisa mostre as condições de viabilidade de cada um.
O deputado, porém, já avisa que nem sempre o primeiro colocado na pesquisa de intenção de votos deverá ser o candidato do grupo. A consulta irá muito muito além disso. “Será uma pesquisa qualitativa e quantitativa, que permitirá avaliar outros aspectos de cada candidato”, explica Bertaiolli. Além de bom de voto, o futurocandidato terá de demonstrar outros índices positivos em questões como rejeição, perfil de administrador, entre outros.

“Muitas vezes, nem sempre o concorrente que sai na frente da votação é o vencedor”, explica Bertaiolli, que toma como exemplo o pleito municipal de 2008, em que ele foi candidato. “As primeiras avaliações não me indicavam como o mais votado nas pesquisas, mas após o trabalho e apresentação, eu venci a eleição”.

A pesquisa quantitativa e qualitativa indicará qual o candidato, pelos mais variados aspectos, atenderá às expectativas do eleitorado mogiano.

Após conversas, Bertaiolli, Damasio e Costa Neto definiram o perfil do concorrente ideal para receber o apoio do grupo.

“Queremos que administre e cuide bem cidade, que coloque o cidadão mogiano acima de quaisquer outros interesses. Por isso, não vejo adversários dentro do nosso grupo. Nós estaremos todos juntos com aquele que mostrar melhor condição de fazer mais pela cidade. Nós desejamos que o município funcione e que Mogi seja administrada de acordo com as aspirações dos mogianos”, afirma o deputado.
Bertaiolli considera importante que Marcos Damasio já tenha se apresentado como interessado em concorrer a prefeito. “Pela votação que ele teve na mais recente eleição para deputado, “é natural que seja um dos nomes citados e lembrados; tem todas as prerrogativas para isso”. 

Segundo o deputado, “Mogi precisa ter novas forças políticas, novas lideranças e a renovação tem o nosso apoio”.

Da mesma forma como o deputado faz questão de citar o seu ex-secretário de Saúde, Téo Cusatis, como outro nome forte a ser lembrado. Téo é apontado por ele como “um dos melhores secretários de Saúde que Mogi das Cruzes já teve” e também por isso, com grandes chances de ser avaliado e escolhido.

O entusiasmo do deputado já não é o mesmo quando lembrado da possível presença no grupo do ex-prefeito Marcus Melo (PSDB), também interessado em voltar a ser prefeito de Mogi. 

Quando questionado sobre Melo, ele responde:

“Tudo vai depender das avaliações eleitorais de março. Os virtuais concorrentes precisarão estar na estrada para chegar em março com maior apelo entre os eleitores. As possíveis candidaturas serão postas e cada um terá de trabalhar. A decisão é um funil”, diz Bertaiolli.
Questionado se Marcus Melo seria bem-vindo ao grupo, o deputado é novamente evasivo:

“Não é questão de ser bem-vindo ou não; é uma questão de ser viável e quem assim se mostrar será o escolhido. Eu, o deputado Marcos Damasio e Valdemar Costa Neto vamos estar juntos em 2024 para apoiar o melhor candidato”, garante.

Na opinião do parlamentar, Mogi atualmente apresenta “uma série de dificuldades” e está “sofrendo com várias áreas, em que a população enfrenta problemas”, diz Bertaiolli, apontando a saúde pública como o principal deles. Ele diz que o sistema integrado, deixado por seu governo, “foi desintegrado”, com cada unidade funcionando de maneira isolada e sem a mesma eficiência e resolutividade de antes.
Em tempo: o deputado Marco Bertaiolli também afastou de vez todas as especulações e garantiu que, para as próximas eleições, não há qualquer possibilidade de seu nome vir a ser cogitado como candidato a prefeito de Mogi.

 

Bertaiolli mostra planos para o segundo mandato

Com 55 anos a serem completados no dia 30 deste mês, Marco Bertaiolli inicia o seu segundo mandato de deputado federal disposto a consolidar os espaços conquistados com tudo aquilo que aprendeu com os trabalhos realizados em seus primeiros quatro anos em Brasília. Para ele, foram muito satisfatórios os resultados obtidos com a representação das micro e pequenas empresas no Congresso, as ações em favor das santas casas de Mogi e outros municípios, além de programas como Jovem Aprendiz. Bertaiolli se considera o porta-voz desses segmentos no Congresso Nacional.

Após haver concluído o mestrado em Administração Pública, resultado de dois anos de estudos junto Instituto de Direito Público, dirigido pelo ministro Gilmar Mendes, do STF, em Brasília, Bertaiolli se vê diante de grandes desafios, como coordenador da comissão que avalia a reestruturação geral do governo federal. Junto com a reforma administrativa, ele acompanha também a reforma fiscal, que visa reduzir a pesada carga de impostos do País.

“Neste momento ímpar da história, não podemos permitir que o Brasil se torne uma ilha isolada do mundo. O País precisa estar sintonizado com o atual mundo sem fronteiras. Estamos cuidando para que as nossas empresas também se modernizem. E a modernização do sistema tributário é uma questão de sobrevivência para as micro e pequenas empresas, as maiores geradoras de empregos do Brasil”, afirma Bertaiolli.

Exatamente na área econômica, onde transita com maior desenvoltura, o deputado promete estar atento também à questão do arcabouço fiscal, um conjunto de regras apresentadas pelo ministro Fernando Haddad, da Fazenda, para que o governo atue com responsabilidade em seus gastos, depois que o limite imposto pelo antigo teto de gastos, foi deixado de lado pelo presidente Lula.

Junto aos assuntos ligados à macroeconomia, Bertaiolli garante que está atento às questões de interesse local, como a extensão até César de Souza do atual trajeto dos trens de subúrbio. E cita como exemplo a recente reunião com o presidente da CPTM, Pedro Moro, ao lado de vereadores, em que ficou estabelecido um novo cronograma para as obras de melhorias nas quatro estações ferroviárias da cidade (Jundiapeba, Braz Cubas, Centro e Estudantes). 

“Junto com isso está incluída a quinta estação, de César de Souza, para que os trens de subúrbio cheguem até lá, criando-se na cidade uma espécie de metrô de superfície num trajeto que unirá todas as estações mogianas”, diz Bertaiolli.

O deputado também se diz atento para auxiliar o projeto de construção de uma nova unidade para a Santa Casa de Mogi, cujo projeto deverá estar concluído ainda em abril. Na atual área de estacionamento do hospital serão erguidos três novos andares, como novo centro cirúrgico, unidades de UTI e uma central de imagens, no térreo. Isso possibilitará uma reforma em regra no atual prédio centenário da Santa Casa mogiana. Do deputado já vieram R$ 900 mil para pagar o projeto e começar a obra. Ele também garante outros R$ 2,5 milhões do fundo nacional de saúde, mais uma emenda de R$ 1 milhão para este ano ainda.

“O resto iremos buscar, mas é preciso a adesão e o apoio da cidade a esse projeto”, assegura.

Quanto à reabertura ao público do Pronto-Socorro do Hospital Luzia de Pinho Melo, sua defesa já não é mais tão enfática, a partir do momento em que tomou conhecimento do plano do secretário estadual de Saúde, Eleuses Paiva, para reestruturar o setor em todo Estado, com a criação de um Cross regional para facilitar o processo de distribuição de pacientes pelos hospitais da rede pública. “Com isso, será avaliada a real dimensão de cada unidade, especialmente após a integração de todos os hospitais e demais unidades públicas de saúde. As UPAs deverão cobrir os pronto-socorros de grandes unidades. Se isso não resolver, aí sim, terá de se abrir um PS como o do Luzia”, afirmou o parlamentar. 

 

Governador

Para Bertaiolli, o Alto Tietê nunca teve um momento tão propício para conquistas, por conta do envolvimento do governo do Estado com a região. O deputado lembra que Gilberto Kassab, um ex-prefeito da Capital e antigo aliado do Alto Tietê na Secretaria de Governo, e o deputado André do Prado (PL), outro ex-prefeito, na presidência da Assembleia Legislativa, são pessoas que conhecem as necessidades dos municípios do Alto Tietê.

“Além disso, temos ainda o Marcos Damasio e mais três deputados federais que estarão agindo em conjunto, a favor da região”, assegurou Bertaiolli, admitindo que, pela primeira vez, os parlamentares estão unidos, acima de barreiras partidárias, para uma ação conjunta em favor das necessidades do Alto Tietê.

E ele cita resultados positivos já alcançados em recente visita do ministro Alexandre Padilha, de Relações Institucionais do governo Lula, à região, onde os deputados e prefeitos representados pelo Condemat estiveram juntos para conseguir o apoio governamental às obras dos hospitais de Suzano e Arujá. 

“O momento é único”, admite Bertaiolli, concordando que é preciso aproveitar esta situação da melhor e mais rápida maneira possível. 

 

 

OS VOTOS DE
MARCO BERTAIOLLI

VEREADOR
1996 – 1.537 votos
2000 – 2.533 votos

VICE-PREFEITO (Junji)
2004 – 102.689 votos

DEPUTADO ESTADUAL
2006 – 69.243 votos

PREFEITO DE MOGI
2008 – 103.439 votos
2012 – 169.124 votos

DEPUTADO FEDERAL
2018 – 137.628 votos 
2012 – 157.552 votos

Fonte: Assessoria e Tribunal
Superior Eleitoral (TSE)

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