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Câmara pede totens de segurança e botões do pânico em todas as escolas de Mogi

A questão da necessidade de reforço na segurança das escolas, após os recentes episódios de ataques a unidade de ensino da capital paulista, sul e centro-oeste do país, foi o principal assunto discutido na sessão desta terça-feira (11) da Câmara de Mogi das Cruzes. Os vereadores aprovaram moção de apelo ao Governo do Estado para […]

11 de abril de 2023

Reportagem de: O Diário

A questão da necessidade de reforço na segurança das escolas, após os recentes episódios de ataques a unidade de ensino da capital paulista, sul e centro-oeste do país, foi o principal assunto discutido na sessão desta terça-feira (11) da Câmara de Mogi das Cruzes.

Os vereadores aprovaram moção de apelo ao Governo do Estado para que sejam instalados totens de segurança nas 67 escolas públicas da rede estadual de ensino da cidade. O documento apresentado por Marcos Furlan (PODE) e o Policial Maurino (PODE) visa combater e prevenir a violência e a criminalidade no interior e nas proximidades das unidades de ensino.

Os parlamentares lembraram que, na rede municipal, 30 escolas devem receber os totens de segurança, com alarmes ligados à Guarda Municipal.

Furlan destacou a necessidade dos equipamentos. “Aprovamos diversos trabalhos legislativos em torno da segurança nas escolas. Os totens já ajudaram a diminuir a criminalidade aqui em Mogi, onde já foram instalados”, disse.

Também autor da moção, o vereador Policial Maurino (PODE) justificou que os totens colaboram para inibir crimes. “É uma forma de prevenção e dá sensação de segurança, que é algo muito positivo para moradores e estudantes”, completou.

O documento será encaminhado ao governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (REP), ao secretário de Estado da Segurança Pública, Guilherme Derrite, ao presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, André do Prado (PL), e ao prefeito de Mogi, Caio Cunha (PODE).

Outra moção também aprovada nesta terça-feira apela também ao Governo do Estado para que sejam instalados botões do pânico nas escolas estaduais. A iniciativa do vereador Juliano Botelho (PSB) tem a mesma finalidade de combater a violência nas unidades de ensino. “A violência é um problema social, sendo que, nas escolas, os casos estão crescendo de forma assustadora”, alertou.

 O equipamento funcionaria como alarme para fazer a conexão entre as instituições de ensino e os órgãos de segurança. “Em situações de emergência, coordenadores e diretores poderiam acionar o dispositivo, fazendo um chamamento mais ágil das polícias”, defende Botelho.

Além do governador do Estado, a moção será endereçada ao secretário de Estado da Segurança Pública, Guilherme Derrite.

A terceira moção sobre o assunto, aprovada na sessão de hoje, solicita que a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo aprove o projeto que cria o Programa de Segurança Escolar (PSE). O documento apresentado pelo vereador Eduardo Ota (PODE) defende a aprovação do projeto estadual, de autoria do então deputado estadual Rodrigo Gambale (PODE), hoje deputado federal.

A proposta é de que policiais militares aposentados e aprovados em testes físicos e psicológicos atuem nas escolas estaduais para coibir e prevenir a violência nos locais. “O policial presente nas escolas pode combater atentados, tráfico de drogas e ainda contribuir para o patrulhamento nas redondezas das escolas”, apontou Ota.

Agora, o documento será enviado ao presidente da Alesp, André do Prado, e ao governador Tarcísio de Freitas.

O único projeto constante na Ordem do Dia para votação em plenário, que cria o cargo de público de contador para o quadro de pessoal permanente da Prefeitura de Mogi, também foi aprovado. A proposta, de autoria do prefeito Caio Cunha prevê o posto de trabalho, com 40 horas semanais e padrão E-34 (salário mensal de R$ 7.230,87). 

A justificativa do projeto explica que a Secretaria Municipal de Gestão necessita deste profissional devido à “demanda de processos trabalhistas atualmente existentes, que aumentou consideravelmente nos últimos anos, os quais envolvem cálculos complexos de verbas trabalhistas, inclusive quando são gerados passivos trabalhistas que resultam no pagamento de precatórios ou de RPVs (Requisição de Pequenos Valores)”.

 

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