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Candidato a prefeito de Mogi quase cai no conto das cestas básica

A disputa para aquele que viria a ser o terceiro mandato de Waldemar Costa Filho à frente da Prefeitura de Mogi prometia ser uma das mais difíceis de todas as campanhas já enfrentadas por ele.  Afinal, do outro lado da disputa estavam candidatos de peso, políticos do peso de um Maurício Najar, por exemplo, que […]

16 de abril de 2023

Reportagem de: O Diário

A disputa para aquele que viria a ser o terceiro mandato de Waldemar Costa Filho à frente da Prefeitura de Mogi prometia ser uma das mais difíceis de todas as campanhas já enfrentadas por ele. 
Afinal, do outro lado da disputa estavam candidatos de peso, políticos do peso de um Maurício Najar, por exemplo, que tinha entre seus assessores, o conhecido Januário Figueira Filho, o Nega,  filho de tradicional comerciante português, que se notabilizou pelo trabalho em padarias de diferentes pontos da cidade.
Nega era adepto de medidas, digamos, pouco ortodoxas, quando se tratava de campanhas eleitorais.
E foi com esse espírito que ele e alguns amigos percorreram a periferia mais pobre de Mogi, num final de noite, entregando supostos vales que, se entregues no comitê do adversário Waldemar, dariam direito a uma cesta básica de alimentos.
No dia seguinte, logo pela manhã, a fila já dobrava o quarteirão da rua Coronel Souza Franco, a partir do escritório onde hoje é a sede do PL.
Eram centenas de pessoas à espera das tais cestas básicas supostamente prometidas pelo candidato. 
Waldemar, ainda em sua residência, foi avisado do que acontecia. 
E, por volta de 8 horas, desceu do carro, bolsa preta pesada numa das mãos, foi para o interior da casa que lhe servia de escritório político e comitê eleitoral.
Lá fora, a cena fervilhava. A  chegada do político aumentava a expectativa de todos pelo recebimento da cesta que, para muitos, representaria a alimentação de pelo menos uma semana.
Waldemar foi para sua sala, chamou alguns assessores e mandou que entrassem, um a um, todos que estivessem na fila.
E, pacientemente, explicou a cada uma das pessoas que lá chegavam, que não fora ele quem distribuíra os vales e que tudo não passava de uma armação de seus adversários políticos para prejudicá-lo na eleição. 
Mas para compensar a perda de tempo de todos eles, o candidato enfiava a mão na bolsa, lotada de dinheiro, e entregava ao morador uma certa quantia, muito superior ao valor de uma cesta básica da época, dizendo que era para “pagar a passagem do ônibus da volta”.
Foi assim durante quase duas horas. Pacientemente, o candidato a prefeito detalhava a mesma história a cada novo visitante que chegava à sua sala.
E foi dessa forma que todos da fila “entenderam” muito bem o que havia acontecido.
Naquela manhã, Waldemar ganhou um monte de votos que o ajudaram a vencer o pleito.
A estratégia de Nega, pelo menos daquela vez, não deu certo. E, sempre bem informado, Waldemar não precisou se esforçar muito para identificar o autor de toda a confusão.
Mas o que aconteceu depois é assunto para o próximo sábado.

A vossa e a minha excelências

O engenheiro José Roberto Kachel, um ex-funcionário do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), falecido em fevereiro de 2021, era um colaborador assíduo das histórias da coluna.

 Como esta que merece ser relembrada: 

Lá pelos tempos d’antanho, a sessão da Câmara Municipal de Biritiba Mirim corria modorrenta, com uma pauta marcada por assunto sem grandes atrativos.

Mas eis que, de repente, o pau cantou. Desentenderam-se os edis Zé Maria e Joaquim Padeiro. 

Zé Maria abriu a caixinha de ferramentas e passou a desancar Padeiro com impropérios inimagináveis.

 Joaquim ouvia impassível. E, por fim, indagou: 

“Vossa excelência acabou?” – perguntou.

“Sim”, respondeu Zé Maria.

“Pois fique sabendo que vossa excelência está ofendendo a minha excelência”, arrematou o padeiro.

A  sessão terminou por ali mesmo,  entre risos contidos da maioria dos senhores vereadores.

O último cigarro

Com a saúde abaladíssima devido a um enfisema pulmonar, o ex-prefeito de Mogi, Waldemar Costa Filho, estava internado no Hospital Ipiranga, quando recebeu a visita do suzanense Estevam Galvão de Oliveira.

Proibido de fumar em razão da doença, Waldemar lhe pediu um cigarro.

Estevam, um fumante inveterado, entendeu perfeitamente a abstinência do mogiano e aproveitou o fato de estarem a sós no quarto e atendeu ao desejo do amigo.

Foram apenas algumas baforadas, até que o médico Olavo Ribeiro Rodrigues entrasse no quarto e desse uma sonora bronca em ambos.

Foram também as últimas.

Waldemar morreria no dia seguinte.

Estevam até hoje se orgulha de ter atendido ao derradeiro pedido de seu  velho amigo.

 

Bomba, bomba, bomba!!!

O jornalista Mário Berti Filho, conhecido ativista político de Mogi das Cruzes, ex-funcionário da antiga Cosim, sempre garantiu que existe um verdadeiro arsenal de bombas e munições enterrado no terreno situado entre a linha férrea e o espaço que abrigou a primeira siderúrgica do município, na Vila Industrial.

Segundo ele, naquele local eram enterrados os restos de materiais bélicos, alguns ainda intactos, que chegavam à siderúrgica em meio a sucatas e eram separados para não colocar em risco os altos fornos na hora da produção do aço.

Até hoje, ninguém se preocupou em fazer uma busca no citado ponto.

Mas é certo que, numa manhã de um sábado qualquer, Berti chegou à redação desse jornal com uma espécie de bomba não detonada, que teria sido achada no tal depósito citado por ele.
 

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