Empresa desiste do aeroporto que Mogi sonhava receber no Taboão
Houve um tempo em que ocorreu uma grande mobilização da cidade, feita especialmente com apoio deste jornal, para que o novo aeroporto que deveria ser construído na Grande São Paulo fosse destinado ao bairro do Taboão, em Mogi. Pois depois de muito vai-não-vai, a região localizada entre Caieiras e Cajamar, no outro extremo da Grande […]
20/04/2023 06h24, Atualizado há 39 meses
Houve um tempo em que ocorreu uma grande mobilização da cidade, feita especialmente com apoio deste jornal, para que o novo aeroporto que deveria ser construído na Grande São Paulo fosse destinado ao bairro do Taboão, em Mogi. Pois depois de muito vai-não-vai, a região localizada entre Caieiras e Cajamar, no outro extremo da Grande São Paulo, acabou sendo a escolhida. E caberia à empresa CCR construir o empreendimento para explorá-lo durante determinado período.
Após muita ebulição, o assunto acabou caindo no esquecimento. Mas eis que nesta terça-feira (18), a empresa trouxe novamente o tema à discussão ao anunciar a não continuidade do projeto do aeroporto metropolitano, denominado de Novo Aeroporto de São Paulo (Nasp).
Segundo a informação, o contrato assinado em 2016, para aquisição do imóvel naqueles municípios, pelo valor total de R$ 378.415.275,93, previa que, durante um prazo de sete anos, a Companhia de Participações e Concessões (CPC), que controla a CCR, deveria confirmar a realização da obra, caso contrário haveria a devolução parcial do terreno. Esse prazo, no entanto, se encerrou em fevereiro de 2023.
E como não aconteceu a aprovação da regulamentação que possibilitasse a real instalação do aeroporto comercial privado durante aquele período, e diante do contexto econômico do mercado e do contrato, ficou decido pela descontinuidade do Projeto Nasp.
Dessa maneira, a Sociedade de Participações em Concessões Privadas (SPCP), que é a subsidiária integral da CCR e atual detentora do terreno, notificou a Space Empreendimentos Imobiliários Ltda, que lhe vendeu o imóvel, para que seja feita a devolução de cerca de 30% do total do terreno, de acordo com que estava previsto no contrato inicial.
Em nota ao mercado, a companhia reforçou a seus acionistas e ao mercado em geral que a descontinuidade do Projeto Nasp faz parte de sua “estratégia contínua de crescimento qualificado e de alocação racional de capital, e segue atenta às oportunidades de valorização da parte remanescente do terreno”.
E agora, tudo voltou à estaca zero? Ou São Paulo não necessita mais de um novo aeroporto metropolitanos?