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A partir de maio, obras na Mogi-Dutra serão executadas à noite

Intervenções estão sendo realizadas entre 9 e 17 horas; ação tem gerado trânsito de aproximadamente uma hora na região

21 de março de 2024

Motoristas estão passando por uma longa fila de trânsito formada em horário comercial | Divulgação - Redes Sociais.

Reportagem de: Fabio Pereira

Os moradores de Mogi das Cruzes têm enfrentado diversos problemas com o congestionamento formado ao longo do dia devido às obras que estão sendo executadas na Rodovia Pedro Eroles (SP-88), a Mogi-Dutra. Os principais pontos levantados pelos munícipes, neste aspecto, é o fato da obra ser efetuada no período entre 9 e 17 horas.  

De acordo com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), atualmente não é possível realizar os trabalhos no período noturno, tendo em vista a complexidade da conservação especial em andamento. Até o final de abril, as intervenções exigem reparos profundos do pavimento, escavações e retirada de material deteriorado. A partir de maio, começará a ser aplicada uma nova camada de asfalto, no período noturno.

As melhorias no pavimento, apesar de necessárias, seguem causando transtornos significativos para os residentes locais, especialmente aos cidadãos que dependem da via para chegar em seus compromissos. O congestionamento, resultante das intervenções feitas pelo DER, vem se mostrando um obstáculo difícil de contornar – deixando os utilizadores da via congestionados. Diante disso, muitas pessoas estão insatisfeitas com a situação. 

De acordo com a artesã Aline Karen Barcelos Machado dos Santos, de 45 anos, que trabalha no bairro Socorro, o trânsito está impossível. 

“Precisamos de ajuda. Nessa semana cheguei a desmarcar psicólogo e fonoaudiólogo da minha filha por causa do trânsito. Não uso rotas alternativas porque não compensa. Demoramos quase uma hora para passar por um trajeto de 15 minutos. E, no caso de uma emergência médica, o que se faz?”, questiona a artesã. 

Por sua vez, Carla Syropulo, de 52 anos, reside na cidade e, de acordo com ela, estas intervenções sempre foram executadas fora do horário comercial. 

“Fazem a obra no horário de pico, tudo muito parado. Estamos pagando por esta obra que, depois, vai privatizar a rodovia e iremos pagar novamente em forma de pedágio. Não tem ar-condicionado que aguente mais de uma hora para fazer o trajeto da rodovia Ayrton Senna até o final da Mogi-Dutra”, afirma.

Bruna Dias também demonstrou sua insatisfação acerca dos impactos causados pelas intervenções. 

“O trânsito na Mogi-Dutra está insuportável. Todos os dias demoramos mais de uma hora para levar as crianças à escola ou ir ao trabalho”, destaca. 

O que diz o DER? 

No total, estão sendo investidos R$ 41 milhões em uma extensão de 8,8 quilômetros. O trecho contemplado, que compreende um espaço entre a rodovia Ayrton Senna e o município de Mogi das Cruzes, está na altura do km 40,6 ao km 49,5. Em nota, o DER destacou, em nota, que a obra está devidamente sinalizada conforme as normas estabelecidas. 

“As intervenções foram iniciadas em setembro de 2023 com previsão para serem concluídas no segundo semestre de 2024. Para garantir a segurança dos usuários e dos trabalhadores, a programação prevê bloqueio de faixas. A obra está devidamente sinalizada, conforme as normas estabelecidas. Os serviços no local ocorrem entre 9 e 17 horas”, destaca a nota. 
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