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Júri de ex-policial e PM envolvidos em chacinas de Mogi das Cruzes acontece nesta quinta-feira

Júri estava previsto para acontecer em fevereiro, mas foi adiado; policiais respondem por mortes de jovens no Jardim Camila, em Mogi

Por Fabricio Mello
27/11/2025 11h59, Atualizado há 6 meses

Fórum criminal de Mogi | Divulgação

Começou, às 11h20 desta quinta-feira (27), o júri do ex-policial Fernando Cardoso Prado de Oliveira e do PM Vanderlei Messias Barros. Eles respondem pelas mortes de Rafael Augusto Vieira Muniz e Bruno Fiusa Gorrera, assassinados em um ataque a tiros que aconteceu na rua Pedro Batani, no Jardim Camila, em Mogi das Cruzes, no dia 24 de setembro de 2014.

Os crimes ocorreram em um período em que Mogi registrou diversos ataques a tiros, entre os anos de 2013 e 2015, e o mais famoso ficou conhecido como Chacina de Caputera. O caso do Jardim Camila enfrenta seu segundo júri.

O julgamento estava, inicialmente, marcado para fevereiro, mas foi cancelado porque o pai de uma das testemunhas – o delegado Rubens José Angelo, do SHPP – que seria ouvida e, portanto, ela não pôde comparecer. Ao todo, oito testemunhas devem ser ouvidas pela Justiça.

No dia 19 de fevereiro de 2019, os réus foram absolvidos, mas em virtude de recurso da acusação, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo determinou que houvesse um novo julgamento neste ano.

O ex-policial Cardoso e Valderlei Messias estão presos desde setembro de 2015 e foram indiciados em diferentes inquéritos, de ataques distintos. Há casos em que os dois aparecem como suspeitos e em outras situações, apenas Cardoso foi indiciado, como no caso da Chacina de Caputera.

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