Mogi das Cruzes é alvo de operação contra quadrilha que falsificava e vendia anabolizantes
Grupo movimentou R$ 25 milhões com a venda clandestina de medicamentos sem autorização da Anvisa. Ação ocorre em 11 estados
05/08/2025 08h50, Atualizado há 8 meses
Estão sendo cumpridos 85 mandados de busca e apreensão e 35 de prisão | Foto: Divulgação/SSP
A Polícia Civil de São Paulo iniciou, na manhã desta terça-feira (5), uma operação contra uma organização criminosa suspeita de fabricar e vender ilegalmente medicamentos como anabolizantes e emagrecedores. Mogi das Cruzes está entre os municípios onde a ação está sendo deflagrada.
A investigação, conduzida pela 1ª Central Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Cerco), apontou que a quadrilha atuava por meio de uma empresa clandestina e comercializava os produtos sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e sem exigência de receita médica. A estimativa é de que o grupo tenha movimentado cerca de R$ 25 milhões nos últimos cinco anos.
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Estão sendo cumpridos 85 mandados de busca e apreensão e 35 de prisão em 11 estados, incluindo São Paulo, onde 57 cidades são alvos da operação. Além de Mogi das Cruzes, também há ações em municípios como a capital, Guarulhos, Campinas, São José dos Campos, Cotia e Jundiaí.
Outros mandados são executados no Rio de Janeiro, Paraná, Bahia, Mato Grosso, Amazonas, Espírito Santo, Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.
Segundo a polícia, 255 equipes com três agentes cada participam da operação, que teve início por volta das 6h, após reunião de alinhamento. Todas as regiões do estado contam com o apoio dos departamentos de Polícia Judiciária locais.
O que são os medicamentos apreendidos?
Os anabolizantes são substâncias usadas para ganho de massa muscular, geralmente associadas a práticas esportivas, mas que, quando consumidas sem orientação médica, podem causar danos ao fígado, distúrbios hormonais e problemas cardíacos.
Já os emagrecedores, que atuam no sistema nervoso central ou aceleram o metabolismo, também exigem prescrição médica por apresentarem riscos como insônia, ansiedade, hipertensão e dependência.
A venda desses medicamentos é controlada no Brasil e deve obedecer a regras da Anvisa, incluindo a exigência de receita médica de controle especial.
A Polícia Civil ainda não divulgou o número de presos ou a quantidade de material apreendido.