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Mogiana vive comoção no Vaticano após morte de Papa Francisco: ‘Presença dele ainda era forte’

Durante viagem a Roma, a mogiana Luísa Botelho testemunhou de perto a comoção no Vaticano após a morte do Papa Francisco, relatando momentos de fé, emoção e despedida em meio à multidão de fiéis

Por Vitor Gianluca
23/04/2025 19h45, Atualizado há 13 meses

Luiza conta que o clima no Vaticano mudou após a morte do Papa Francisco | Luiza Botelho.

A mogiana Luíza Botelho presenciou de perto um dos momentos mais marcantes da história recente da Igreja Católica. Em viagem com o namorado pela Europa, ela estava no Vaticano na manhã da última segunda-feira (21/04) quando recebeu a notícia da morte do Papa Francisco, aos 88 anos. Católica praticante, Luíza descreve a experiência como “profundamente comovente e inesquecível”.

“Aconteceu meio que do nada na segunda-feira. Foi logo cedo, por volta das 7h35. Eu estava comprando o ingresso para o Museu do Vaticano quando chegou a confirmação da morte. Foi algo que me abalou profundamente. Eu gostava muito das palavras do Papa, ele sempre tinha um conselho a nos dar”, conta emocionada.

O falecimento de Francisco gerou comoção instantânea nas ruas de Roma e, principalmente, no Vaticano. Segundo Luíza, a movimentação foi intensa desde as primeiras horas do dia, com fiéis do mundo todo — entre eles, muitos brasileiros — se dirigindo à Praça de São Pedro.

“Roma está lotada. Você anda pelas ruas e escuta muito português. Tentei pegar o metrô hoje, mas está completamente cheio. Apesar de eu voltar ao Brasil nesta quinta-feira (24), consegui prestar minha última homenagem ontem, dentro da Basílica de São Pedro, durante uma missa em memória ao Papa. Foi um momento único, com um sentimento de paz muito grande. Acho que só o Papa Francisco conseguia transmitir isso.”

Luíza relata que sua viagem tinha um propósito espiritual: como devota, ela desejava estar próxima do Papa e, quem sabe, ouvir uma palavra de sabedoria dele.

Cadeiras posicionadas para a despedida do Papa Francisco | Luiza Botelho.
Cadeiras posicionadas para a despedida do Papa Francisco | Luiza Botelho.

“Sempre tive vontade de conhecer Roma e o Vaticano como católica. Estar aqui me fez desejar ainda mais encontrar o Papa. Depois que ele recebeu alta, tive esperança. Mesmo que isso não tenha acontecido, sinto que cumpri meu propósito espiritual.”

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A mogiana também observou uma mudança no clima da cidade após a morte do pontífice. Com cardeais de diversas partes do mundo chegando para o conclave, o clima é de luto e expectativa.

“As ruas estão mais cheias. Sinto uma atmosfera de tristeza pela perda de um Papa tão querido, mas também de esperança e dúvida sobre o futuro da Igreja. Há uma energia diferente no ar. Quando entrei no Vaticano, parecia que as vozes se uniam em oração, em homenagem, em respeito.”

O velório do Papa Francisco acontece até sexta-feira (25), e o conclave para escolha de um novo pontífice deve começar nos próximos dias.

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