Festa Nordestina recebe concurso de quadrilhas pela primeira vez
Dança típica que se tornou manifestação cultural nacional terá apresentações de equipes profissionais neste sábado (09)
06/08/2025 17h44, Atualizado há 6 meses
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
A 17ª Festa Nordestina de Suzano tem início nesta sexta-feira (08) e contará com diversas atrações na programação que se estende até domingo (10). No sábado (09), o primeiro concurso de quadrilhas é destaque no evento, com direito a premiação com troféu, além de premiação em dinheiro para os primeiros colocados na competição.
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Ao todo, serão cinco equipes profissionais participando do concurso, sendo elas “Tio Cris”, vindo diretamente de São Vicente, e “Asa Branca”, “Junina da corte”, “Elegance” e “Explosão Paulista”, vindo de São Paulo. A quadrilha Asa Branca já visitou a festa nordestina em sua primeira edição, que aconteceu no Jardim Dona Benta. A equipe Junina da Corte apresenta um modelo mais antigo de quadrilha, remetendo ao tempo dos reis com suas vestes e atrações.
As apresentações tem início marcado para as 17h, tendo duração média de 40 minutos cada, o último grupo deverá se apresentar às 19H50, no pátio do Parque Max Feffer. A premiação do concurso será logo após o término das apresentações.
“É importante trazer a cultura do nordeste pra São Paulo. É preciso trazer essa cultura pra esse pessoal aqui, muitos (nordestinos) moram aqui. Está sendo tirada essa tradição, essa cultura, esses valores e a gente precisa relembrar nossa cultura, nossas raízes estão no nordeste. A importância da festa nordestina é trazer essa tradição. Nós pretendemos, no ano que vem, trazer também as quadrilhas da região do Alto Tietê”, afirma João Inácio, organizador do concurso.
A história da quadrilha
Certamente você já ouviu falar, ou até mesmo já participou de uma quadrilha em épocas festivas. Mas você conhece a história dessa dança típica?
A quadrilha é composta por pares que formam um grande círculo para dançar forró de forma sincronizada. Tradicionalmente, a coreografia simula um baile de casamento caipira. Nas últimas décadas, a brincadeira folclórica foi se profissionalizando a partir de grupos que deram início aos campeonatos. Nas competições, os grupos geralmente têm entre 25 e 30 minutos para se apresentarem ao público, numa estrutura que se assemelha aos desfiles de carnaval.
A prática trazida ao Brasil pelos portugueses foi adaptada à medida que se popularizava, ganhando releituras com influências dos povos originários que habitavam o país. Foi por meados do século 20, entre 1930 e 1960, que o forró passou a fazer parte das festas juninas, marcando o trabalho de artistas como Luiz Gonzaga. Assim, as quadrilhas foram se consolidando como uma marca cultural do Nordeste.
Em 2024, a quadrilha junina foi reconhecida como manifestação da cultura nacional. A Lei Nº 14.900/2024 torna oficial a decisão.