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Historiadores do Iphan acompanharão Festa do Divino de Mogi das Cruzes

Historiadores documentarão os 11 dias da Festa do Divino Espírito Santo e elaborarão um dossiê, que irá instruir o processo de registro da festa como bem cultural de natureza imaterial

Por Fabricio Mello
30/05/2025 10h10, Atualizado há 10 meses

Bertaiolli anunciou a presença dos historiadores durante a abertura da festa | Fabrício Mello/O Diário

Além dos fiéis, devotos e moradores da região do Alto Tietê que estão e estarão em Mogi das Cruzes para acompanhar a Festa do Divino Espírito Santo, a edição deste ano também conta com a participação de um grupo de historiadores contratados pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), que estarão responsáveis por documentar a festa para o processo de tombamento.

A participação dos historiadores foi anunciada, também, pelo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Marco Bertaiolli, durante a sua fala na abertura do Império da Festa do Divino, realizada na noite de ontem (29).

Assista:

“Hoje, nesta festa, nós temos uma participação muito especial e que vai entrar para a história da nossa festa. Os historiadores, contratados pelo Iphan, estão aqui, acompanhando a nossa festa”, anunciou Bertaiolli, “são eles que estão trabalhando pelo Iphan e vieram passar, em Mogi das Cruzes, esses 11 dias para conferir a nossa festa. […] E que, por favor, no final, vocês [historiadores] possam encaminhar a declaração dizendo que a maior, a melhor e a mais bonita Festa do Divino Espírito Santo é a da Mogi das Cruzes”.

A proposta em defesa da Festa do Divino para mostrar a relevância histórica da festividade para a memória nacional, bem como sua colaboração direta para a formação da identidade brasileira, iniciou-se em abril de 2023, poucos dias antes do início da 410ª edição da Festa do Divino.

O processo

Os trabalhos são conduzidos por uma equipe do Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP), de São José dos Campos, escolhido pelo Iphan para elaborar um dossiê técnico, que irá instruir o processo de registro da manifestação como bem cultural de natureza imaterial.

Em abril, durante a 9º Coroa do Divino, a equipe realizou uma visita à cidade para dar início ao trabalho de campo. Na oportunidade, o grupo iniciou a coleta de imagens e depoimentos que farão parte de três produtos principais: um dossiê escrito, um documentário de 40 a 50 minutos e um curta-metragem com abordagem mais artística e sensível sobre a celebração.

A expectativa é que o dossiê completo seja entregue ao IPHAN no período de um ano, aproximadamente, para posterior análise em reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural Paulista e o Samba de Bumbo Paulista, que, agora, se tornaram Patrimônio Cultural do Brasil.

Fazem parte da equipe o historiador e antropólogo Hugo Ricardo Soares, coordenador da pesquisa de campo e que ficará responsável pela redação do dossiê, além dos coordenadores gerais Fábio Bueno e Maria Siqueira Santos.

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