Júri de ex-policial e PM acusados de chacinas entra no segundo dia em Mogi das Cruzes
Réus respondem pelas mortes de Rafael Augusto Vieira Muniz e Bruno Fiusa Gorrera
28/11/2025 12h12, Atualizado há 6 meses
Fórum criminal de Mogi | Divulgação
O júri do ex-policial Fernando Cardoso Prado de Oliveira e do PM Vanderlei Messias Barros entrou no segundo dia nesta sexta-feira (28). A sessão foi iniciada por volta das 10h. Os réus respondem pelas mortes de Rafael Augusto Vieira Muniz e Bruno Fiusa Gorrera, assassinados em um ataque a tiros que aconteceu na rua Pedro Batani, no Jardim Camila, em Mogi das Cruzes, no dia 24 de setembro de 2014.
O júri foi iniciado na quinta-feira (27), por volta das 11h20. Os jurados ouviram as oito testemunhas, além dos dois réus. A sessão foi suspensa às 17h20 de ontem e retomada na manhã de hoje. Nessa etapa ocorrem os debates, quando serão ouvidas a acusação e as defesas. A previsão de término é às 19h.
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Os crimes ocorreram em um período em que Mogi registrou diversos ataques a tiros, entre os anos de 2013 e 2015, e o mais famoso ficou conhecido como Chacina de Caputera. O caso do Jardim Camila enfrenta seu segundo júri.
O júri estava, inicialmente, marcado para fevereiro, mas foi cancelado porque o pai de uma das testemunhas – o delegado Rubens José Angelo, do SHPP – que seria ouvida e, portanto, ela não pôde comparecer.
No dia 19 de fevereiro de 2019, os réus foram absolvidos, mas em virtude de recurso da acusação, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo determinou que houvesse um novo julgamento neste ano.
O ex-policial Cardoso e Valderlei Messias estão presos desde setembro de 2015 e foram indiciados em diferentes inquéritos, de ataques distintos. Há casos em que os dois aparecem como suspeitos e em outras situações, apenas Cardoso foi indiciado, como no caso da Chacina de Caputera.