Diário Logo

Encontre o que você procura!

Digite o que procura e explore entre todas nossas notícias.

Prefeitura decreta de utilidade pública área do Clube Náutico Mogiano

Em resposta, a diretoria do Clube Náutico Mogiano afirmou, em nota, ter sido surpreendida com a decisão; administração afirma que parte do terreno foi leiloado para cobrir dívidas trabalhistas

Por Fábio Pereira
18/08/2025 16h02, Atualizado há 6 meses

Clube Náutico Mogiano | Reprodução/Google Maps

A Prefeitura de Mogi das Cruzes informou, nesta segunda-feira (18/8), que oficializou o Decreto nº 23.739/2025, que declara de utilidade pública, para fins de desapropriação amigável ou judicial, a área ocupada pelo Clube Náutico Mogiano. O anúncio acontece, de acordo com a administração, em meio às dificuldades financeiras da entidade, que já resultaram na venda judicial de parte do terreno, em junho deste ano, leiloada por R$ 2,2 milhões em processo trabalhista, com valores destinados ao pagamento de dívidas.

Em resposta, a diretoria do Clube Náutico Mogiano afirmou, em nota, ter sido surpreendida com a decisão. O clube ressaltou também que, embora “conviva há décadas com dívidas”, sempre buscou formas de equacionar as obrigações financeiras “dentro da realidade e em conformidade com as determinações judiciais” (leia o posicionamento completo mais abaixo). 

A prefeitura afirmou, ainda, que a medida publicada no dia 4 de agosto tem como objetivo preservar um espaço de valor histórico, cultural e esportivo para a cidade e “evitar que o imóvel seja destinado a empreendimentos privados”.

A área que abriga atualmente o Náutico foi doada ao clube pelo município e, nas décadas seguintes, o local se tornou um dos símbolos de Mogi das Cruzes. A entidade foi fundada em 1933 para atividades esportivas e de lazer, com ênfase nos esportes aquáticos. 

Com o decreto, a prefeitura passa a ter a possibilidade legal de iniciar o processo de desapropriação, seja por negociação direta ou via judicial. O Clube Náutico Mogiano, por sua vez, assegura que “manterá suas atividades normalmente, sem interrupções, enquanto a questão segue em trâmite”.

A prefeitura justifica a decisão com o argumento de que há risco de que a área seja incorporada por investidores sem ligação com o município, o que poderia levar à descaracterização do espaço. Como exemplo, a administração cita o caso do antigo Clube Siderúrgico, transformado em Parque da Cidade, atualmente um espaço de lazer e práticas esportivas aberto à população.

“A prefeitura poderá atuar para buscar acordos amigáveis ou judiciais com os credores do Clube Náutico Mogiano, garantindo a manutenção, para o município, de uma área tão importante para sua história”, diz a nota oficial da administração”.

Além disso, o Executivo afirmou que tem adotado medidas de gestão patrimonial que incluem a reversão de áreas doadas a empresas que não cumpriram obrigações assumidas e a alienação de imóveis municipais sem uso. 

Segundo a administração, a venda desses bens, por meio de leilões públicos, “aumenta a capacidade de investimento do município e segue modelo já aplicado pelo Governo do Estado de São Paulo, com leilões eletrônicos mais transparentes e modernos”.

LEIA TAMBÉM

O que diz o Clube Náutico? 

Segundo a direção do Clube Náutico, o leilão realizado neste ano tinha como finalidade justamente a quitação de ações trabalhistas, cujos valores já foram depositados em juízo e aguardam liberação.

“Essa decisão do município surpreende vários ex-colaboradores, que tinham a expectativa de receber seus créditos a partir do leilão”, afirmou a direção. 

A diretoria reforçou, ainda, que continuará trabalhando “em prol do associado, da comunidade acadêmica e dos colaboradores” e se colocou à disposição para o diálogo com o Poder Público. A entidade destacou, também, o papel social e econômico que desempenha atualmente, mencionando:

  • A manutenção de mais de 40 empregos diretos e diversos indiretos;
  • Parcerias com locatários e prestadores de serviços;
  • O funcionamento da faculdade vinculada ao clube;
  • Atividades de lazer e entretenimento para os associados;
  • A realização de eventos e locações conforme contratos já firmados;
  • Projetos sociais nas áreas de paradesporto, fisioterapia e atletismo.


Mais noticias

3 orações para o Dia de Santa Joana d’Arc

Estado de São Paulo investiga caso suspeito de Ebola na capital

Poá libera vacina da gripe para todos os maiores de seis meses nesta segunda

Veja Também