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Viúva pede que responsáveis por morte após atendimento do Samu sejam presos

Representantes do Samu, vereadores e a família se reuniram hoje na Câmara Municipal de Mogi das Cruzes para que esclarecimentos sobre o caso fossem prestados

Por Fabricio Mello
21/05/2025 15h14, Atualizado há 11 meses

Família de Manoel busca a prisão dos atendentes envolvidos | Fabrício Mello/O Diário

“Eu só quero que quem causou isso seja preso, é só isso que eu quero. […] Justiça, mais nada”. O desabafo é de Nicole Santos Paião, viúva do montador de móveis Manoel Ferreira, que foi encontrado morto no sábado (10) após ter se envolvido em um acidente de trânsito e receber atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

Acompanhada do advogado José Roberto Rodrigues, Nicole participou de uma reunião com vereadores na Câmara Municipal de Mogi das Cruzes na manhã desta quarta-feira (21/5). A declaração à imprensa foi logo após uma reunião à portas fechadas com integrantes da Comissão de Saúde, representantes do Samu e do Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTSU).

O encontro foi convocado pelos vereadores da Comissão de Saúde do Legislativo mogiano, comandada pelo vereador Otto Rezende (PSD), com o objetivo de receber “esclarecimentos” sobre o caso (relembre ao final da matéria).

O advogado da família reforçou o pedido da viúva: “Nós queremos ajudar o MP (Ministério Público) para responsabilizar todos por homicídio”. Ele ainda falou sobre o fato do marido de Nicole ter recusado atendimento. “Foi questionado se o fato de recusar o atendimento dá o embasamento legal para a ação do Samu. Ficou evidenciado, pelas autoridades aqui presentes, que não. Em hipótese alguma. Então, hoje [na reunião], a empresa que representa o Samu veio falar o que a gente já sabe: ‘está tudo errado’, mas o que fizeram pela família? Nada.”

Vereadores comentam sobre a reunião

Mais cedo, antes da coletiva com a família de Manoel, os vereadores participantes da Comissão de Saúde também falaram com a imprensa e comentaram sobre os assuntos discutidos no encontro com os representantes do Samu e da INTS.

Segundo o vereador Otto Rezende, o objetivo da reunião foi trazer mais esclarecimentos sobre o caso para que melhorias para o serviço possam ser criadas e casos semelhantes sejam evitados.

“Após a conversa, ficou claro que houve uma falha no atendimento, nas palavras do próprio Samu. E o que a gente tem para dizer é que a Comissão de Saúde e a Câmara Municipal vão se reunir e fazer um relatório para que a gente continue acompanhando e, quem sabe, trazer melhorias para o atendimento do Samu”, disse o vereador.

O vereador Rodrigo Romão (PCdoB) lembra que os funcionários do Samu foram demitidos e “agora falta a parte jurídica”. Ele cita ainda as três horas de gravações sobre o caso, já com a polícia. A vereadora Priscila Yamagami (PP), destacou o desligamentos dos profissionais como “uma decisão acertada”. E fala sobre medidas para isso nunca mais ocorra.

Relembre o caso

Segundo as informações disponibilizadas pela Polícia Militar na data do ocorrido, Manoel pilotava uma motocicleta quando colidiu com um caminhão estacionado na Rua Edite Inácio da Silva, por volta das 3h12. O motorista do caminhão acionou o Samu, que chegou ao local às 3h47. De acordo com o relato dos profissionais, a “vítima apresentava comportamento agitado e saiu da ambulância de forma abrupta, recusando o atendimento.”

Um vídeo gravado pelo proprietário do caminhão mostra os socorristas tentando dialogar com Manoel, tentando fazer ele voltar para o veículo. “Manoel, você não pode ficar aqui no meio da rua. A gente tentou te ajudar, a gente colocou você lá [na ambulância], dentro do protocolo. Tem alguém da sua família para a gente ligar?”, diz uma das profissionais. A vítima, aparentemente desorientada, não responde com clareza. A socorrista insiste: “Você não ajuda a gente.”

Veja o vídeo:

@odiariodemogi

Socorristas do Samu informaram à polícia que a vítima havia recusado o atendimento médico e decidiram encerrar o procedimento. #noticias #tiktoknotícias #policia #fy

♬ som original – odiariodemogi

Com a situação, a própria equipe do Samu solicitou apoio da Polícia Militar. Quando os agentes chegaram, os socorristas informaram que a vítima havia recusado o atendimento médico e decidiram encerrar o procedimento.

Cerca de duas horas depois, por volta das 6h, um novo chamado foi feito ao 190 por moradores da Avenida Governador Adhemar de Barros, a aproximadamente três quilômetros do local do acidente. Eles relataram a presença de um homem desacordado na via. A Polícia Militar foi até a Avenida Anchieta e confirmou que se tratava da mesma pessoa atendida anteriormente. A morte foi constatada no local.

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