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‘A PM prende, mas a Justiça solta’, dispara vereador de Suzano ao falar sobre caso de dentista baleada

Caso foi repercutido durante a sessão ordinária desta semana; autor do crime tinha oito passagens e não havia retornado da "saidinha" no começo do mês

Por O Diário
28/03/2025 12h58, Atualizado há 17 meses

Câmara de Suzano | Divulgação/CMS

O caso da mulher baleada no portão de casa na noite de terça-feira (25) na Vila Amorim, em Suzano, virou assunto dos vereadores da cidade durante a sessão ordinária desta quarta-feira. Durante o expediente, um dos parlamentares chegou a criticar a Justiça em sua fala, dizendo que o caso aconteceu não porque a polícia “deixa de prender”. “A Guarda Civil Metropolitana (GCM) trabalha muito, ela prende; a Polícia Militar prende, mas a Justiça solta. Estamos enxugando gelo”, opinou Jaime Siunte (Avante).

O vereador fez alusão ao fato de que o homem apontado como autor do roubo e dos disparos contra a dentista tinha oito passagens pela polícia e havia sido beneficiado com a saída temporária – popularmente chamada de “saidinha” – no dia 11 deste mês, mas não retornou.

“Coincidentemente, nossa amiga Bernadete foi alvejada por um meliante, um sem-vergonha, um vagabundo”, disse o parlamentar, que também é morador da Vila Amorim. “Não adianta nada a gente se formar, aposentar, ter uma vida legal, ser um excelente profissional, se a gente não tem segurança para sair, para se divertir”, completou ele, que afirmou ter sido roubado 24 vezes no comércio de sua propriedade.

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Já o vereador Adilson de Lima Franco (União), o Adilson Horse, usou a Tribuna Livre para enaltecer o trabalho da GCM e da Polícia Militar. “Eles trabalharam incansavelmente para elucidar este crime em poucas horas”, revelou. “Parabenizo todas as forças de segurança, que se uniram já na manhã de quarta-feira para elucidar o caso mostrar que o crime não compensa e que não vai se criar aqui em Suzano.”

O vereador Josias Ferreira Silva (PCdoB), o Josias Mineiro, também usou a tribuna para comentar e disse que “infelizmente, hoje saímos de casa e não sabemos se retornamos vivo”. Ele contou que foi comerciante e se solidarizou a Jaime Siunte. “É triste, a gente vai ganhar o pão de cada dia e chega um elemento, não olha que você é pai, é mãe, e acaba tirando a vida do ser humano.”

Atualização sobre o caso

Em conversa com a redação do O Diário, a família da vítima disse que ela está em coma induzido, com os projeteis ainda alojados no corpo – sendo um na cabeça. Entretanto, ela “está bem” e a previsão é de que ela seja liberada da sedação entre sábado (29) e domingo (30).

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