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Maternidade de Mogi das Cruzes fica para o 1º trimestre de 2026, diz prefeitura

Prefeitura deve publicar o chamamento para selecionar OS responsável nos próximos dias, segundo nota, e então iniciar a fase de implantação da Maternidade

Por Fabricio Mello
14/11/2025 12h32, Atualizado há 25 dias

Prédio da Maternidade Municipal | Divulgação/PMMC

A Prefeitura de Mogi das Cruzes confirmou, por meio de nota ao O Diário nesta quinta-feira (13), que a Maternidade Municipal está prevista para ser inaugurada no primeiro trimestre de 2026. O equipamento, localizado em Brás Cubas, estava inicialmente previsto para ser entregue até o final deste ano, mas a entrega ganhou uma nova data no novo cronograma divulgado pela administração municipal.

A entrega da Maternidade Municipal foi uma das principais promessas de campanha da prefeita Mara Bertaiolli (PL) e chegou, inclusive, a receber a confirmação do secretário estadual de Saúde, Eleuses Paiva, que visitou o prédio do equipamento em janeiro deste ano. Na ocasião, o chefe da pasta estimou que o equipamento entraria em operação no segundo semestre de 2025, com um investimento de R$ 12 milhões.

Em fevereiro, durante a primeira visita de Tarcísio de Freitas (Republicanos) a Mogi das Cruzes para a entrega da Praça da Cidadania em Jundiapeba, o governador também chegou a comentar sobre a entrega da Maternidade e, ainda, sobre a construção de um Pronto-Socorro ao lado do Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo.

Com 8 mil m² de área construída, a Maternidade Municipal foi prometida como um centro de referência em saúde da mulher e da criança. As obras foram iniciadas em novembro de 2019 e concluídas em abril de 2022, com investimento total de R$ 38,8 milhões. O projeto, entretanto, passou a ser um ponto de disputa política entre as gestões dos ex-prefeitos Marcus Melo (na época, do PSDB), Caio Cunha (Podemos) e da atual prefeita Mara.

Durante a gestão de Caio, o ex-secretário de Saúde William Harada chegou a dizer, em uma reunião com os vereadores em julho de 2024, que a Maternidade foi construída “sem planejamento de custeio e demanda”. Harada também disse que a gestão do ex-prefeito optou por concluir a obra pelo fato de que ela estava com quase 60% dos valores pagos.

Na campanha pela reeleição, Caio voltou a falar sobre a Maternidade Municipal e disse que o equipamento ainda não havia sido inaugurado por conta do alto custo operacional. Na época, em entrevista ao O Diário em agosto de 2024, Caio disse que o custo de R$ 6 milhões mensais devia ser arcado pelo Estado e pela União. Em contrapartida, ainda durante a época de campanha, Mara prometeu que retomaria o diálogo com o governo de São Paulo e que o prédio seria, enfim, entregue em 2025.

Além da fala do governador e da visita do secretário estadual, a Prefeitura de Mogi das Cruzes também levou a questão da Maternidade para o governo do presidente Lula (PT). Em junho deste ano, o vice-prefeito de Mogi das Cruzes, Téo Cusatis (PSD), e a secretária municipal de Saúde, Rebeca Barufi, estiveram em Brasília para uma reunião com o ministro Alexandre Padilha, no Ministério da Saúde. O encontro consistiu na apresentação de demandas da cidade e, entre elas, a abertura da Maternidade e a construção da Cidade da Saúde.

Em outubro, o assessor especial do Ministério da Saúde, Humberto Tobé, veio a Mogi das Cruzes para uma reunião na prefeitura sobre os trâmites para a abertura da Maternidade. Por fim, nesta semana, o vice-prefeito Téo voltou a se reunir com equipes do Ministério da Saúde para tratar de apoio financeiro e adesão a programas federais, todos voltados à abertura da Maternidade Municipal

Estrutura e próximos passos

A implantação da maternidade conta com convênios firmados com o Governo do Estado, que já repassou R$ 11.009.510,00 em investimentos e garantiu R$ 35.845.246,44 para custeio, correspondentes a R$ 2.987.103,87 mensais durante 12 meses. Como contrapartida, o Município investirá R$ 4.179.318,18 em estrutura e R$ 5.471.929,47 em custeio.

Até o momento, a estrutura prevista para a unidade conta com sete pavimentos, abrigando o Centro Obstétrico, Pronto Atendimento Obstétrico, áreas de internação, quatro salas cirúrgicas, o Banco de Leite Humano e a Sala Lilás, voltada ao acolhimento humanizado de mulheres vítimas de violência. A estrutura deve contar, ainda, com 90 leitos, 4 salas cirúrgicas, 10 leitos de UTI Neonatal, 10 salas de cuidados intermediários, Unidades de Cuidados Intermediários Neonatal Convencional (UCINCo) e Canguru (UCINCa).

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar, o chamamento público para a seleção da Organização Social (OS) responsável pela gestão da Maternidade será publicado nos próximos dias. Após a definição da entidade vencedora, começa a fase de implantação, que inclui a aquisição de equipamentos, mobiliário e a formação da equipe de trabalho.

“Diante desse cronograma, a previsão de inauguração está estimada para o primeiro trimestre de 2026”, conclui a nota.

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